segunda-feira, 15 de junho de 2009

EU? Não, foi ele...

EU? Não, foi ele...

A culpa nunca é nossa, sempre dos objetos inanimados.
Somos incapazes de assumir a responsabilidade por algo não ter dado certo e as desculpas são algo que já estão preparadas na ponta da lingua para serem usadas quando questionado sobre... Eae???

Eae, você atraso 1 hora. - O chuveiro queimo, meu celular acabo a bateria.
Eae, não deu certo o "lance" com ele? - Não, ele é louco. Ele não quer se relacionar.
Eae, continua desempregado? - Pois é, a crise... eles não gostaram da minha cara...
Eae, comeu? - Pô, você não sabe...

Caralho, adoro as desculpas para "a culpa não é minha".
Assumir um erro, uma falha, um questionamento é realmente tão dificil assim?
Bater no peito e falar... "Malandro, fudeu, me atrasei mesmo porque perdi a hora, mal"... "Não deu certo porque eu não fiz minha parte, fiz algo que ele não gostou".
Acho que por me culpar demais, exigir demais a cada dia, sou incapaz de achar que a culpa sempre será dos "objetos inanimados"
Mas as pessoas continuam, e quando você cai na bobeira de "avisar", que a culpa nunca é dela, você vai ser taxado e rotulado, e sera questionado sobre seu egoismo, você não analisa o lado dos outros...
Pois é...
Malandro... a culpa então... é minha.



"Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a
pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena!
Luís Fernando Veríssimo"

E a vida continua...
... entre tragos e tragadas.

Keep your mother out.

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